Setor movimenta cerca de R$ 5 trilhões por ano

20/01/2026
O Brasil é destaque e essa lógica também começa a ser incorporada pelo mercado imobiliário, no segmento de multipropriedade, que acumulou cerca de R$ 100 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) entre 2020 e 2024.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), estima-se que o setor de bioeconomia já movimente entre US$ 4 e US$ 5 trilhões anuais, com potencial para atingir US$ 30 trilhões até 2050. O Brasil é destaque e essa lógica também começa a ser incorporada pelo mercado imobiliário, no segmento de multipropriedade, que acumulou cerca de R$ 100 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) entre 2020 e 2024, segundo a Caio Calfat Real Estate Consulting. Em Penha (SC), o Amazon Parques & Resorts, complexo turístico e hoteleiro que atua no modelo de cotas compartilhadas, substituiu o modelo tradicional de "importação de marcas estrangeiras" pela valorização da marca Amazônia, associando o uso responsável dos recursos naturais à experiência do consumidor.

O projeto, com mais de 20 mil m² de área construída, prevê a utilização de madeira de reflorestamento e biocompostos, além de sistemas de reuso de água da chuva, estação própria de tratamento de esgoto, reflorestamento com mais de 2 mil mudas nativas e miniusinas solares distribuídas nas três torres. O empreendimento contará ainda com 230 placas fotovoltaicas, com capacidade estimada de geração de 15 mil kWh por mês, volume equivalente ao consumo médio de cerca de 75 residências. O conceito de bioeconomia se estende à experiência proposta pelo empreendimento, fora do canteiro de obras, incluindo a experiência do usuário. Entre as iniciativas, está o desenvolvimento de uma cerveja exclusiva, criada em parceria com a Penhasco Cervejaria, de Penha. Com sabores inspirados na Amazônia, como açaí e guaraná, o produto integra a estratégia de valorização de fornecedores locais e de incorporação de elementos da biodiversidade brasileira como ativos culturais e comerciais.

“Ao integrar território, cultura e estratégia econômica, estruturamos um empreendimento mais consistente e conectado às expectativas do consumidor atual. A proposta fortalece cadeias locais, estimula fornecedores regionais e constrói uma experiência autêntica, ancorada na identidade brasileira”, afirma Roberto Kwon, CEO do resort. Localizado a cerca de sete minutos do Beto Carrero World, o resort terá gestão da Wyndham Hotels & Resorts e afiliação à RCI, maior rede global de intercâmbio de férias, que possibilita aos proprietários de cotas a troca de seus períodos de uso por hospedagens em mais de 4.200 resorts distribuídos em 110 países. O empreendimento contará com cerca de 9 mil m² destinados ao lazer e mais de 200 unidades no modelo de multipropriedade.