São Paulo avança com programas de preservação
O Governo de São Paulo restaurou mais de 34 mil hectares de florestas desde 2023 — o equivalente a mais de 200 parques como o Ibirapuera — fruto de uma política integrada e os resultados obtidos tem origem na articulação entre restauração ecológica em larga escala, ampliação dos Programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), fortalecimento de instrumentos de financiamento climático e planejamento estratégico de longo prazo para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. Entre 2023 e 2025, São Paulo colocou aproximadamente 34 mil hectares em processo de restauração, dos quais 11 mil hectares somente em 2025. Esse volume corresponde a cerca de 32% de toda a área restaurada no período e representa aproximadamente 92% da meta estabelecida pelo Plano Estadual de Meio Ambiente, que prevê 37 mil hectares restaurados até 2026. O avanço consolida o Estado como referência em restauração de larga escala na Mata Atlântica.
Em 2025, o Governo do Estado criou o Parque Estadual do Morro Grande com objetivo de proteger integralmente 10,8 mil hectares de Mata Atlântica na Região Metropolitana de São Paulo — uma demanda histórica de pesquisadores e ambientalistas. Com a nova unidade, as Unidades de Conservação estaduais passam a proteger quase 20% do território paulista, reforçando o cinturão verde e a resiliência ambiental da região mais populosa do Estado. A restauração e a conservação também avançaram por meio da ampliação dos Programas de Pagamento por Serviços Ambientais. Atualmente, São Paulo conta com 61 grupos de PSA em operação, beneficiando cerca de 1,4 mil famílias em iniciativas de conservação, restauração produtiva e manejo sustentável. Entre os destaques estão o PSA Juçara, que incentiva o uso sustentável da palmeira nativa; o PSA Guardiões das Florestas, que reconhece e remunera comunidades indígenas pelo papel estratégico na proteção das unidades de conservação; e o PSA Refloresta, que remunera proprietários rurais, associações e produtores que adotam práticas como a proteção da vegetação nativa, a implantação de sistemas agroflorestais e silvipastoris e a recuperação de áreas degradadas.
Para ampliar a escala e a sustentabilidade econômica dessas medidas, o governo paulista avançou em modelos inovadores de remuneração ambiental, como o Programa Estadual de Restauração e Conservação Ecológica, lançado em 2025, e que visa a íntegra conservação, restauração e geração de ativos ambientais. Pela primeira vez, projetos poderão ser remunerados por meio da comercialização de créditos de carbono, créditos de biodiversidade e outros ativos ambientais, ampliando a atratividade econômica da restauração e criando um mercado com potencial de movimentar milhões em investimentos verdes.
Atualmente em consulta pública, o novo modelo prevê a certificação desses ativos e permite que proprietários rurais, associações, comunidades tradicionais e cooperativas acessem novas fontes de renda ao restaurar ecossistemas. Em 2025, o Governo de São Paulo também abriu uma nova fase de participação pública sobre projetos de carbono em áreas do Sistema Estadual de Florestas, reforçando os princípios de transparência, governança e segurança jurídica na política de PSA. A viabilização financeira dessa agenda ambiental ganhou reforço com a consolidação do Finaclima-SP. Criado pelo Governo de São Paulo em 2025, o programa é um mecanismo de financiamento climático do tipo blended finance, instituído por decreto estadual, que combina recursos públicos, privados, filantrópicos e de organismos multilaterais. Somente em 2025, o Finaclima-SP recebeu aportes de aproximadamente R$ 11,3 milhões, direcionados a iniciativas de restauração ecológica, conservação ambiental e serviços ecossistêmicos. O Finaclima-SP passou a atuar como um hub estadual de financiamento climático, articulando prefeituras, setor privado, bancos de desenvolvimento, organismos multilaterais e investidores de impacto. O programa ampliou o suporte técnico aos municípios, apoiando a elaboração de Planos de Ação Climática alinhados ao Acordo de Paris, diagnósticos climáticos, inventários de emissões, definição de metas e estruturação de projetos com potencial de acesso a financiamentos verdes e ao mercado de carbono.
Em 2025, o Governo de São Paulo consolidou o Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática (Pearc), finalizado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil). O plano tem horizonte de dez anos e é organizado em ciclos de implementação de três anos. O primeiro ciclo reúne 46 ações e 101 subações voltadas à adaptação do Estado aos impactos das mudanças climáticas em áreas como biodiversidade, recursos hídricos, saúde, infraestrutura, segurança alimentar e justiça climática. O Pearc foi construído com ampla participação social, recebendo mais de 600 contribuições de órgãos públicos, sociedade civil, setor privado e comunidades vulnerabilizadas, das quais mais de 70% foram incorporadas ao documento final. Na prática, o plano orienta políticas que impactam diretamente a vida da população, ao fortalecer a segurança hídrica, apoiar a agricultura familiar, preparar o sistema de saúde para eventos extremos e reduzir desigualdades socioambientais. “São Paulo assumiu a responsabilidade de liderar o país na agenda climática com base em ciência, transparência e resultados. O que entregamos até aqui mostra que é possível proteger o meio ambiente e gerar desenvolvimento ao mesmo tempo”, afirma a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, Natália Resende.