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SANEAMENTO

Sanepar assina contrato para Serra do Mar paranaense

Sanepar assina contrato para Serra do Mar paranaense

O acordo prevê a implementação de ações estratégicas na porção paranaense da Grande Reserva Mata Atlântica ao longo de dois anos para contribuir para a preservação dos mananciais da região e com a conservação do bioma.

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) firmou um contrato com a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) para desenvolver ações voltadas à conservação da biodiversidade e à promoção da segurança hídrica no território da Serra do Mar e litoral paranaense. Fechado no segundo semestre de 2024, o acordo prevê a implementação de ações estratégicas na porção paranaense da Grande Reserva Mata Atlântica ao longo de dois anos para contribuir para a preservação dos mananciais da região e com a conservação do bioma.

O contrato foi celebrado entre representantes da Sanepar, da SPVS e da Grande Reserva Mata Atlântica, na sede da Sanepar, no bairro Rebouças, em Curitiba (PR). Estiveram presentes Wilson Bley, presidente da Sanepar, Julio Gonchorosky, diretor de Meio Ambiente e Ação Social da empresa, Clóvis Borges, diretor-executivo da SPVS e Ricardo Borges, coordenador de comunicação e parcerias estratégicas da Grande Reserva Mata Atlântica, entre outros membros das equipes. Com o apoio da Sanepar, a SPVS espera, entre os anos de 2025 e 2026, capacitar mais de 300 gestores públicos, engajar até 50 empresas privadas em ações de conservação, incentivar a adoção de políticas públicas municipais em prol da conservação da natureza e articular a criação, ou ampliação, de Unidades de Conservação (UCs) públicas e privadas na região.

O projeto vai garantir apoio fundamental à iniciativa Grande Reserva Mata Atlântica por meio do fortalecimento do trabalho em rede na região, ao promover reuniões de atores e avanços em pautas coletivas, e ações de comunicação, como campanhas, séries de vídeos e materiais promocionais. Os esforços se baseiam em uma estratégia de ação territorial visando a preservação e a conservação da Mata Atlântica nas áreas de mananciais da Grande Curitiba e Litoral do Paraná, a partir do conceito de “Produção de Natureza”, modelo de desenvolvimento que favorece a convivência entre atividades econômicas com a preservação de ecossistemas, tendo por base as áreas protegidas como ativo para o benefício de comunidades que vivem no entorno, especialmente, por meio do ecoturismo, garantindo segurança hídrica em longo prazo para a região.

Além de mitigar os impactos das mudanças climáticas, as iniciativas promovem o fortalecimento de ecossistemas naturais e contribuem para a regulação hídrica e a manutenção dos serviços ecossistêmicos, fundamentais para a região e para a vida das pessoas. Serão três principais componentes de atuação. O primeiro terá como foco o programa Condomínio da Biodiversidade (ConBio), iniciativa liderada pela SPVS desde o ano 2000 e que agora trará ações focadas na proteção dos mananciais estratégicos, incluindo Iraí, Piraquara I e II, Miringuava (que abastecem Curitiba e região metropolitana), Rio do Melo, Rio Saiguaçu, Rio Cambará, Rio Iporanga, Rio Sambaqui, Rio das Pombas e Rio Cerquinho (que abastecem o litoral), com atenção especial às suas regiões de entorno. Entre as principais estratégias, pautadas pelo conceito de Adaptação Baseada em Ecossistemas (AbE), estão a capacitação de gestores públicos, capacitação de empreendimentos para ações mais sustentáveis, o fortalecimento de políticas públicas, com a criação de mecanismos como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), e apoio à criação de novas Unidades de Conservação públicas e privadas. O segundo terá como foco a Rede de Portais da Grande Reserva Mata Atlântica no Paraná, buscando aumentar a participação da sociedade neste trabalho colaborativo a fim de fortalecer os nove portais presentes nos setores Litoral do Paraná e Rotas do Pinhão por meio de reuniões e encontros periódicos proporcionados pela iniciativa. Os Setores e Portais são regiões identificadas pela vocação/potencial turístico, através das quais o visitante poderá ter acesso aos atrativos naturais, culturais e históricos da Grande Reserva. Além disso, será incentivada a adesão de municípios a este trabalho conjunto. Já o terceiro componente passa pela comunicação. A Grande Reserva Mata Atlântica, por meio da sua narrativa agregadora e identidade visual atraente, promove a valorização do território e a sensação de pertencimento e orgulho. A iniciativa, portanto, terá um importante componente de comunicação, com campanhas sazonais, especialmente nos meses de inverno, criando séries de vídeos sobre as riquezas do território, promovendo eventos de integração e gerando diversos materiais gráficos promocionais com apoio dos membros da Rede de Portais a partir dos encontros realizados.

“Com o projeto, vamos poder utilizar a educação para preservar a Serra do Mar, que nos garante a possibilidade de termos água de qualidade em Curitiba e Região Metropolitana. O que desejamos, é sermos permanentemente capazes de levar esse bem tão precioso, que é água, aos nossos clientes”, disse Wilson Bley, presidente da Sanepar. O diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky lembrou que a Grande Reserva Mata Atlântica, especialmente no território do Paraná, é a grande geradora de águas para o abastecimento de Curitiba, Região Metropolitana e litorânea. “A conservação da Mata Atlântica gera benefícios no abastecimento público e no tratamento do esgoto sanitário. A Sanepar não usa toda a água gerada pela floresta, que abastece rios e diferentes biomas que contribuem para a biodiversidade e as mudanças climáticas. Assim, estaremos contribuindo com a sociedade do Paraná”.

Para Clóvis Borges, diretor-executivo da SPVS, o projeto destaca o papel central das organizações na implementação de soluções que promovam o bem-estar ambiental e social. “A manutenção de infraestrutura verde colabora de forma determinante com a mitigação dos eventos climáticos extremos e são iniciativas assim que demonstram a importância da conservação de áreas naturais como medida de enorme relevância estratégica. Além disso, servem de referência para replicação em escala aqui no Paraná, mas também em outras regiões do país”, concluiu.

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