Copasa investe R$ 21 bilhões até 2030 sob nova gestão

12/01/2026
Em 2026 e 2027, a projeção da Copasa é de investimentos de R$ 3,1 bilhões e R$ 3,9 bilhões, respectivamente. Já em 2028, o montante deve alcançar R$ R$ 4,5 bilhões.

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) anunciou programa de investimentos R$ 21 bilhões entre 2026 e 2030 em obras com o objetivo de atingir a universalização nos municípios mineiros em que a companhia detém concessão. Em 2025, a Copasa investiu R$ 2 bilhões até setembro e encerrou o ano com aporte total de aproximadamente R$ 2,5 bilhões.

Em 2026 e 2027, a projeção da Copasa é de investimentos de R$ 3,1 bilhões e R$ 3,9 bilhões, respectivamente. Já em 2028, o montante deve alcançar R$ R$ 4,5 bilhões. Os recursos aprovados não incluem as capitalizações e serão direcionados, prioritariamente, à universalização dos serviços de esgotamento sanitário, conforme determina o Novo Marco do Saneamento; segurança hídrica, especialmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH); ações voltadas à redução de perdas e retrofit de estações de tratamento de esgoto.

O Novo Marco do Saneamento estabelece meta de que 99% da população deve ter acesso à água tratada e 90% ao esgoto coletado e tratado até 2033. Em poucos anos, com obras por todo o Estado, a cobertura de esgoto cresceu de cerca de 70% para mais de 78,4%, enquanto o índice de abastecimento de água já supera os 99,6%. O objetivo agora é garantir que 100% da população atendida pela Copasa receba não só a água tratada, mas em quantidade e regularidade ideais.

A recém-nomeada presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, reafirmou a importância da aprovação do programa de investimentos para fazer frente às transformações pelas quais a empresa tem passado nos últimos anos para se firmar como referência no mercado de saneamento. “Nos últimos anos trabalhamos para aumentar o ritmo de investimentos e obras por todo o Estado, mas temos planos mais desafiadores pela frente. As metas de universalização exigem ampliação expressiva de investimentos, em níveis nunca antes alcançados pela Companhia. Em curto espaço de tempo é preciso destravar capacidade de execução, melhorar os serviços e superar passivos históricos”, afirmou.

Marília substituiu Fernando Passalio, que estava à frente da concessionária desde fevereiro de 2025. “É um orgulho enorme estar à frente da Copasa. Temos um grande desafio pela frente que é dar continuidade ao processo de modernização e crescimento da companhia, preparando para a desestatização. E vamos manter o foco e o diálogo com quem constrói essa empresa diariamente, que são os empregados da companhia, para que saibam da importância do trabalho de todos para o futuro do saneamento em Minas”, destacou a presidente. Com graduação em engenharia civil pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marília também tem mestrado em saneamento, meio ambiente e recursos hídricos pela mesma instituição; além de ser doutora em recursos hídricos pelo Programa de Engenharia Civil (PEC) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Além da docência, a nova presidente da Copasa já atuou na coordenação do curso de mestrado profissional de sustentabilidade em recursos hídricos na Universidade Vale do Rio Verde (UninCor) e foi professora de hidrologia na Escola de Engenharia Kennedy (EEK).

Servidora de carreira do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SISEMA) desde 2006, antes de sua nomeação para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), onde se consagrou como a primeira mulher a comandar a pasta, atuou como diretora-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) em duas oportunidades.