Agropalma investe em manejo sustentável para reduzir perdas nas colheitas
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) indica que 75% dos solos na América Latina e no Caribe registram problemas de degradação por causa do desmatamento descontrolado e o uso inadequado do solo, seja na agricultura ou na pecuária. Essa situação compromete diretamente a resiliência dos ecossistemas frente às mudanças do clima, tendo em vista a importância dos solos para a regulação dos gases de efeito estufa e limitação do aquecimento global, além de ameaçar a segurança alimentar e da qualidade da água.
Para tentar minimizar esses impactos, a Agropalma tem investido cada vez mais em Melhores Práticas de Manejo (BMPs, na sigla em inglês), iniciativas que consistem em combinar as estratégias de produtividade, como um manejo voltado ao ganho de rendimento, boa cobertura de solo (que diminui, inclusive, uso de herbicidas), nutrição adequada, podas nos períodos corretos e captura de rendimento - processo em que há intervenções para reduzir as perdas durante o processo de colheita. As BMPs foram implementadas no cultivo da palma de óleo pela companhia ainda em 2021, focada em reduzir impactos ambientais e promover um manejo mais sustentável do solo. A ação é uma resposta ativa à realidade alarmante quanto à saúde dos campos brasileiros e reafirma o compromisso da Agropalma com o não desmatamento assumido ainda em 2001, ao incentivar o uso sustentável dos campos já antropizados e extinguir a prática de abertura de novas áreas para o plantio.
O projeto da Agropalma está em crescimento e expansão nas áreas de cultivo e já colhe resultados ambientais positivos, como redução na compactação do solo, menores temperaturas, melhor umidade do solo, maior disponibilidade de nutrientes, diversidade microbiana e diminuição de processos erosivos. Consequentemente, houve uma intensificação da produção, aumento da produtividade e declínio de perdas na colheita. Entre as ações da empresa que têm levado a esses benefícios estão: Diminuição significativa no uso de defensivos agrícolas, substituídos por insumos biológicos, combinada a um controle fitossanitário ativo que monitora, alerta e combate pragas e doenças; Diversificação das culturas, com o plantio de espécies leguminosas - que promovem melhor cobertura do solo, minimizando a incidência de raios solares – e nectaríferas, que atraem insetos benéficos; Adoção de um plano de manejo nutricional adequado, com o planejamento de podas nos períodos corretos, além da redução dos pontos de alagamento e erosão do solo; Coleta frequente de informações dos plantios, que auxiliam no controle e desenvolvimento dos trabalhos, para promover uma produção cada vez mais sustentável que visa a longevidade dos solos. “As Melhores Práticas de Manejo surpreendem pela sua implementação simples e eficiência, seja na recuperação de áreas degradadas ou prevenção de campos saudáveis, para que nunca cheguem a um ponto crítico”, defende André Borba, diretor Agrícola da Agropalma. “Esse método evidenciou, de uma vez por todas, que é possível ampliar a capacidade produtiva utilizando de forma benéfica técnicas naturais de forma a reduzir os possíveis e já existentes impactos ambientais”.
À frente do pioneiro Programa de Agricultura Familiar e Integrada, que hoje atende a 374 agricultores familiares e 63 produtores integrados, a Agropalma compartilha as Melhores Práticas de Manejo com esses parceiros, incentivando-os a também investirem em um cultivo sustentável. “Grande parte dos agricultores parceiros beneficiados pelo programa possuem um conhecimento agrícola tradicional, passado de geração em geração, que consiste na queima do solo para o início de uma nova cultura – como comumente vemos no cultivo da mandioca, por exemplo”, conta Antonio Jorge Brandão, gerente do Programa de Integração Agricultura Familiar e Produtores Integrados da Agropalma. A prática tradicional citada foi aplicada em diversas áreas ao longo dos anos e contribui diretamente para a degradação do solo, eliminando nutrientes, reduzindo a biodiversidade, e tornando-o inabitável para os micro-organismos que auxiliam na regulação do campo, como bactérias e fungos, além de colaborar com a emissão de gases. “A partir do momento em que compartilhamos esse conhecimento e encorajamos o seu emprego, nós contribuímos para que esse ciclo de deterioração termine e a recuperação ambiental seja praticada no coletivo”, finaliza Brandão.