Aegea projeta IPO e mira privatização da Copasa

18/02/2026
Operadora amplia estratégia de crescimento em meio à expansão do setor e à corrida por investimentos bilionários para universalizar o saneamento no país.

Uma das maiores operadoras privadas de saneamento do país, a Aegea Saneamento projeta para 2026 um movimento estratégico capaz de ampliar significativamente sua presença no setor. A companhia estuda a abertura de capital na bolsa de valores e acompanha de perto a possível privatização da Copasa, operação considerada uma das mais relevantes da área e com potencial para redefinir o fluxo de investimentos em água e esgoto no Brasil.

A avaliação de um IPO ocorre em um contexto de expansão do mercado de saneamento, impulsionado por uma agenda robusta de aportes destinada ao cumprimento das metas estabelecidas pelo novo marco legal do setor. A legislação fixou prazos para a universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, o que tem estimulado a participação do capital privado. Nos últimos cinco anos, aproximadamente 60 leilões movimentaram mais de R$ 181,6 bilhões, evidenciando a crescente atratividade do segmento.

Paralelamente, a eventual desestatização da companhia mineira desponta como ativo estratégico. Embora a modelagem e o formato do processo ainda dependam de definições por parte do governo de Minas Gerais, a Aegea já conduz análises técnicas e financeiras para avaliar a viabilidade de participação, considerando critérios de governança, segurança jurídica e retorno aos investidores.

O movimento da empresa está alinhado a um cenário em que eficiência operacional, escala e capacidade de investimento tornaram-se determinantes para o avanço da infraestrutura de saneamento. Estimativas do setor apontam que serão necessários cerca de R$ 800 bilhões até 2033 para que o país alcance as metas de universalização previstas em lei — montante que reforça a relevância de operações estruturantes e da ampliação do acesso a fontes de financiamento.

Caso avance simultaneamente na abertura de capital e na disputa por ativos estratégicos, a Aegea poderá consolidar posição de protagonismo em um dos segmentos mais sensíveis da infraestrutura nacional, marcado pela combinação entre regulação, investimentos privados e o desafio permanente de ampliar o atendimento à população brasileira.