Publicidade
SANEAMENTO

Atibaia registra avanços na infraestrutura dos serviços

Atibaia registra avanços na infraestrutura dos serviços

Investimentos em infraestrutura de esgoto e tratamento de água geram benefícios econômicos, sociais e ambientais para a cidade.

No dia 11 de março, foi comemorado o Dia Internacional do Encanamento, uma data que destaca a importância do saneamento básico para a saúde pública e o bem-estar das comunidades. O tratamento adequado de esgoto é importante para reduzir a incidência de doenças, proteger o meio ambiente e estimular o crescimento econômico e social das cidades. O saneamento eficiente contribui para a criação de um ambiente mais saudável e seguro para a população.

Em Atibaia, os avanços na infraestrutura de saneamento têm gerado impactos positivos na qualidade de vida dos habitantes. Dados do Trata Brasil indicam que cidades com uma cobertura mais ampla de saneamento básico registraram aumento no valor dos imóveis e uma redução significativa nos custos com saúde pública, evidenciando os benefícios econômicos e sociais dessas melhorias. A Atibaia Saneamento, parte do grupo Iguá, tem investido na ampliação e modernização dos serviços de coleta e tratamento de esgoto, com 84% do esgoto coletado passando por um processo adequado de tratamento antes de ser devolvido à natureza.

A melhoria contínua na infraestrutura de saneamento tem efeitos diretos na preservação dos recursos hídricos e na diminuição da poluição dos rios. Além disso, ajuda a prevenir a propagação de doenças, contribuindo para um ambiente mais limpo e seguro. Com mais de 110 mil pessoas beneficiadas pelos serviços de saneamento, a cidade alcança melhores condições de vida e um desenvolvimento sustentável, garantindo saúde e qualidade de vida para a população, como afirma Mateus Banaco, diretor-geral da Atibaia Saneamento.

Artigos Relacionados

Por que o saneamento é básico?
ARTIGO
Por que o saneamento é básico?

Por Mateus Banaco * O saneamento é um direito garantido pela Constituição Federal de 1988 como um conjunto de serviços de água tratada, esgotamento sanitário, coleta de resíduos sólidos e manejo de águas pluviais. Não há dúvidas da sua essencialidade, contudo encontramos ao longo do processo grandes desafios. O marco legal do saneamento, proposto em 2020 pelo atual governo, pretende, dentre outras ações regulatórias, alcançar a universalização do esgoto com 90% da população tendo acesso a coleta e tratamento de esgoto até dezembro de 2033. Hoje, temos mais de 100 milhões de brasileiros longe da dignidade trazida pelo saneamento básico e 28,1% da população atibaiense sem coleta de esgoto, por isso a universalização permitirá portas abertas para o desenvolvimento econômico das cidades, mais saúde para a população e oportunidades a crianças e jovens através das mudanças no rendimento escolar. Então, quais os desafios do saneamento no Brasil? E os desafios em Atibaia? Atualmente, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas para o Brasil, 15 mil mortes e 350 mil internações por doenças relacionadas à falta de saneamento são registradas todos os anos. Os números são ainda mais assustadores quando se fala do índice de esgotamento sanitário, pois quase metade da população não é atendida com coleta e tratamento de esgoto. Os problemas decorrentes da ausência de saneamento são percebidos, entre outras esferas da sociedade, pela saúde, através de doenças causadas pela exposição ao esgoto a céu aberto, fossas e consumo de água não tratada. De acordo com o DATASUS 2019, o total de óbitos por doenças de veiculação hídrica foi de 2.734 no país, e 124 dessas mortes foram de crianças de 0 a 4 anos de idade. Embora muitas pessoas aleguem que o sistema educacional brasileiro é insatisfatório, o que poucos sabem é que alguns problemas relacionados ao rendimento escolar não têm origem dentro da escola. Estudos realizados pelo Instituto Trata Brasil mostram que o avanço escolar está ligado diretamente ao acesso ao saneamento básico. Dados recentes atestaram que a disparidade entre alunos com banheiro em casa e alunos sem essa infraestrutura pode chegar a 50 pontos na média geral do Exame Nacional do Ensino Médio e ultrapassar 80 pontos na redação. Ademais, o atraso escolar de jovens e crianças sem saneamento atingiu a taxa de 2,07 (anos) em 2019, enquanto a escolaridade média da população sem serviço de esgotamento, água potável e coleta de lixo foi de apenas 5 anos de educação formal, revelando a grande disfunção causada pela falta do básico. Portanto, temos um longo caminho pela frente, muitos anos de trabalho. Somos desafiados e, ao mesmo tempo, impelidos pelas estatísticas ainda distantes do ideal. Fazemos um trabalho diário para viabilizar, de alguma forma, o acesso da população ao bem-estar e qualidade de vida por meio do saneamento. Com comprometimento e garra, damos o nosso melhor para atender Atibaia. Infelizmente não podemos mudar tão rapidamente as estruturas de desigualdade enraizadas na sociedade, mas podemos, pouco a pouco, dar assistência a essa cidade e sabemos que outras operações também farão o mesmo. Temos orgulho de ter colaboradores empenhados e focados em transformar vidas. * Mateus Banaco é Diretor da Atibaia Saneamento, operação do grupo Iguá.

24 de junho, 2021
Saneamento Ambiental Logo
ESGOTAMENTO SANITÁRIO
Melhoram índices de cobertura em Atibaia

Com a recente entrega da ETE Caetetuba, realizada em dezembro de 2020, a capacidade de tratamento de esgoto no município de Atibaia (SP) foi ampliada para 83,7% de todo esgoto coletado na cidade. Para Mateus Banaco, diretor da Atibaia Saneamento, a falta de coleta e tratamento de esgoto pode gerar prejuízos a longo prazo, o que reflete na saúde e qualidade de vida da população. “Temos trabalhado para elevar os índices de esgotamento sanitário na cidade através, entre outras medidas, da construção e modernização de EEEs (Estações Elevatórias de Esgoto) e ETEs. Sabemos que assim levaremos também mais saúde para os moradores de Atibaia e ficaremos mais próximos de alcançar a universalização do esgotamento sanitário no município”, comentou Banaco. A coleta e tratamento de esgoto fazem parte dos serviços do saneamento básico, porém, no Brasil, nem todos os municípios têm acesso a um sistema completo de esgotamento sanitário. De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2019, 54,1% dos brasileiros têm o esgoto coletado, mas o índice de tratamento com relação a água consumida é de apenas 49,1%. A falta de tratamento de esgoto aumenta a transmissão de doenças e compromete a saúde pública, causando enfermidades como cólera, disenteria, meningite, amebíase e hepatite A e B. Para o meio ambiente, o lançamento do esgoto sem tratamento nos rios, lagos e córregos provoca um enorme desequilíbrio no ecossistema, podendo levar a mortalidade dos peixes, acúmulo de agrotóxicos e metais em animais e plantas aquáticas e até baixa concentração de oxigênio nas águas.

24 de fevereiro, 2021
Saneamento Ambiental Logo
SANEAMENTO
Atibaia quer 100% de esgoto até 2021

A Atibaia Saneamento já recebeu de sua controladora, o grupo Iguá, mais de R$ 60 milhões em ampliação e modernização do Sistema Estoril e ainda prevê a construção de novas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE’s) e a entrega à população de 100% do esgoto tratado até 2021. Em Guaratinguetá, as tratativas seguem positivamente para a assinatura do termo aditivo que contemplará todos os investimentos necessários para evolução do tratamento do esgoto para o município do Vale do Paraíba. “Trabalhamos sempre em busca dos resultados positivos e, com a aprovação do novo marco legal, teremos condições de ampliar os serviços. O avanço das ações em saneamento possibilita o desenvolvimento econômico do País, proporcionando mais saúde e qualidade de vida à população, além de geração de emprego e renda”, destaca Eduardo Caldeira, diretor da Atibaia Saneamento, empresa do Grupo Iguá Saneamento. O presidente da Iguá, Gustavo Guimarães, diz que as mudanças na Lei do Saneamento terão como impacto positivo o aumento dos investimentos no setor. “A maior abertura à participação das empresas privadas cria um modelo capaz de dar mais eficiência e velocidade ao esforço de universalizar esse serviço fundamental. Mais que isso, a modernização do marco legal traz, obrigatoriamente, um desafio significativo para as empresas do setor, sejam elas públicas ou privadas. É preciso que a população passe a ser a prioridade de qualquer operação de saneamento. Isso significa deixar de ver as pessoas como usuárias do serviço e, enfim, alçá-las à condição de clientes”, ressalta.

16 de dezembro, 2019